Viabilidade Agronômica do Canal do Sertão é Discutida na ALE

  • 06/05/2019
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Viabilidade Agronômica do Canal do Sertão é Discutida na ALE

Sessão reuniu prefeitos, vereadores e especialistas

FOTO: KÁKÁ VILAVERDE - ALE

O Canal do Sertão, considerado a maior obra hídrica do Brasil e que já 110 km abastecido com água, não possui um projeto agronômico para seu uso. A revelação foi feita pelo deputado Inácio Loiola (PDT), autor de uma sessão especial realizada na Assembleia Legislativa.

"Lamentavelmente, desde que o canal foi viabilizado e colocado em prática, não foi elaborado o projeto agronômico para o aproveitamento dessas águas, que têm uso múltiplos como: irrigação, consumo humano e animal, além da piscicultura", destacou o parlamentar.

Quanto aos investimentos feitos na obra, até agora já foram gastos R$ 2 bilhões de recursos públicos, a maior parte do governo federal, mas com contrapartida do Estado. Ainda assim, outros R$ 2 bilhões são necessários para sua conclusão. 

Convidado para trazer detalhes sobre os próximos passos da obra, o secretário estadual de Infraestrutura, Maurício Quintela, disse que o governo deve entregar até o final do ano até o quilômetro 123 km. Entretanto, lembrou que há descontinuidade no repasse dos recursos.

"Neste momento estamos trabalhando no trecho quatro. Queremos chegar ao final do ano com o quilômetro 123 Km do trecho quatro concluído, mas sem a certeza se teremos ou não recursos do governo federal", detalhou o secretário.

As obras têm sido geridas com a participação das secretarias de Infraestrutura, de Agricultura e também do Meio Ambiente.

Em relação ao aproveitamento da água, há 800 agricultores sendo beneficiados com a água do canal. 

O secretário de Agricultura, Ronaldo Lessa, destacou a importância da conclusão da obra e a regulamentação do seu uso. "Não é possível continuarmos com um bem desses, produzido com recursos públicos, sem que se dê o retorno esperado pela sociedade", enfatizou Lessa.

Já o engenheiro e secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, Alex Gama, explicou que quatro programas hídricos serão beneficiados pelo canal: Água Doce, Água Para Todos, Microssistemas de Abastecimento e o de Recuperação de Nascentes.

Ele lembrou, ainda, que há custos para o uso da água, tanto que este mês foram pagos R$ 290 mil referentes ao consumo de energia elétrica. Conforme revelou, existe a necessidade de definir quem assumirá esses custos e sua viabilidade. 

"Precisamos saber quem vai pagar essa conta. Esse custo precisa ser viabilizado. Além disso, temos que ter técnicos presentes 24 horas por dia, mas para isso precisamos de recursos", disse Gama.

O especialista também defendeu a reativação do Grupo Técnico composto de representes do Comitê Gestor do Canal.(Por:Gazeta Web.Com).

* Com Ascom ALE

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